A vida são momentos. Uns duram mais do que outros. José Eduardo Marques viveu, anos a fio, com a fasquia puxada ao extremo. Trocava de emprego, de empresa, de estatuto sempre que as oportunidades lhe surgiam. Aproveitava-as até ao limite. Em Abril de 2009, a crise apanhou-o no cargo de director-geral de uma grande empresa portuguesa de mobiliário de escritório. A empresa, que Eduardo tinha recuperado quase do zero, voltou a mergulhar no vermelho perdendo a liquidez para lhe pagar o ordenado milionário.Habituado a viver sem contar os euros, Eduardo há muito que omitira a necessidade de os guardar.
Passou do topo para a base, sem passar pelo meio.
Luta, agora, para regressar ao lugar onde sempre viveu. A GR deste Domingo apanhou-o no turbilhão dessa luta.
Rui Oliveira investiu numa carreira consistente. Criou uma empresa e uma marca na área dos seguros. Atingiu uma carteira de clientes que incluía algumas empresas dos lugares cimeiros do ranking. A crise roubou-lhe esses contratos e Rui acumulou dividas. Mantém a empresa apenas para pagar os milhares de euros que ficou a dever.
Hoje é taxista na área metropolitana de Lisboa. Sabe que se entusiasmou, que investiu de mais, que não conseguiu antecipar a crise; mas sente que o momento negativo não é para sempre. Rui mostra que está a trabalhar para ultrapassar os efeitos negativos do erro.
